quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Toni Reis, presidente da ABGLT, pretende buscar o Supremo para garantir criminalização da homofobia




O presidente da ABGLT, Toni Reis, descontente como todos nós da morosidade que caminha o PLC 122 no Congresso, estuda a possibilidade de a entidade entrar com representação no Supremo, em processo parecido com o que culminou com a aprovação da união estável homossexual em maio último.

Em uma carta aberta voltada a senadores(as) e deputados(as), o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), o militante fez críticas diretas aos congressistas. “Foi triste ouvir dois senadores falarem que no Brasil não há homofobia, que o movimento LGBT quer transformar o Brasil num império homossexual, que o projeto de lei é um lixo e inconstitucional porque feriria a liberdade de expressão”, afirmou Toni. “Cumprimos o dever do voto, pagamos nossos impostos e nosso dinheiro também serve para movimentar e impulsionar a economia brasileira. No entanto, parte do poder Legislativo Federal, lamentavelmente, comete o erro gravíssimo de não nos reconhecer como tal.”

Toni usou os dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), de que a cada 36 horas uma pessoa homossexual é brutalmente assassinada no País, para rebater a afirmação do senador Magno Malta de que não há homofobia no Brasil. “Como se chama a crescente e assustadora “onda” de assassinatos e violências físicas contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, acontecendo a todo minuto em alguma região do território brasileiro, a exemplo dos ocorridos na avenida Paulista?”, questionou.

Toni lembrou, ainda, que 62 países já aprovaram leis que garantem proteção a população homossexual. Segundo Toni, a ABGLT estuda como levar ao Supremo a causa da criminalização da homofobia. Em junho deste ano, a senadora Marta Suplicy também aventou a possibilidade de levar a questão para o Supremo.


Fonte : Mixbrasil

Um comentário:

  1. Não existe essa possibilidade. LGBT não é uma classe. Não é nada. O Supremo não faz as leis e não altera a Constituição. A decisão sobre a união estável homossexual não tem nenhum valor jurídico, a não ser como uma arbitrariedade inconstitucional praticada pelo STF. Não existe entidade familiar homossexual no Brasil, ainda que desagrade o Judiciário. O Supremo está desafiando a Constituição e o povo brasileiro. Eles tomaram essa decisão infame porque o Congresso nunca aprovaria isso. Vivemos uma ditadura do STF, mas não vai durar. Essa decisão é insustentável, a sociedade brasileira não vai se submeter a nada disso. E se Dilma insistir, vai cair. A demora é só do povão acordar e ela vai correr do Planalto mais rápido do que imagina. O Supremo quer ver o povo nas ruas dizendo não para eles, para o governo e para a Globo. Ou será que Dilma usaria as Forças Armadas contra a população?

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